Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015
Missa marcada para 19h30 desse dia 19 de outubro de 2015 na Igreja das Graças, Recife. O templo muito belo, claro, com paredes de cores levemente azuis, algumas flores e a imagem no alto frontal de Nossa Senhora das Graças.
Ao lado do altar, bem perto, o retrato de Marco Juno com os dizeres "Marco Juno, saudade sempre, tristeza nunca..."
Cheguei uma hora antes, às 18h30, na Igreja, poucas pessoas ainda. Cristina, com vestido preto, ao lado do filho Julio, recepcionava os que chegaram. Aos poucos, o salão foi se enchendo de gente com semblante sério, revelando o sentimento de perda daquele ente querido.
Chegaram também os outros filhos, Juliano e Marco Juno.
A cerimônia foi se aproximando do início e às 19h40 horas, o padre começou a celebração da missa em honra ao nosso colega Marco Juno. Ao lado do padre, nosso colega Sósthenes, de bata branca, o auxiliava como diácono, ajudando no processo litúrgico.
Uma voz masculina enchia o ambiente com cânticos sacros, um som bonito, prazeroso, com frases adequadas ao momento, de memorizar e reconhecer as virtudes de Marco Juno Costa Flores. Nos cânticos, frases que intercalavam expressões assim: plena glória.... O Cristo que viestes chamar.... meu coração é do Senhor .... cubra-me com seu manto de amor... Nossa Senhora me dê a mão.... cuida de mim....
A liturgia da missa seguia com a participação de parentes próximos de Marco Juno, lendo pequenos trechos evangélicos. Seu filho Juliano, uma nora, e três netos. Muita emoção nesse momento. O neto de 10 anos lendo e chorando, emocionou ainda mais a todos os presentes.
Veio a parte da liturgia da Comunhão, muitos participavam e, em fila, recebiam a hóstia das mãos do padre celebrante e de Sósthenes.
Na parte final, o filho Júlio, leu um depoimento sobre a personalidade do pai, Marco Juno: Conselheiro, amoroso, conciliador, amigo, presente. Foi mais um instante de emoção.
Ainda, uma colega do grupo de escritores da Boa Prosa, leu um texto reconhecendo o escritor Marco Juno como bom escritor, que de sua cadeira de casa, se balançando, via o mundo inteiro.
Missa terminada, os abraços de condolências aos familiares de Marco Juno.
Saí da Igreja também cedo como cheguei, mexido inteiramente, certamente pela emoção daqueles momentos.
Meus olhos passaram pelos colegas presentes, Wilton, Cerqueira, Jaime, Homero, José Hailton, Lucila, Dorival, Rutheford, Fernando Gusmão, Tetal, Feijó, Valadão, José Mário, e outros que talvez não vi naquele volume de gente, de igreja cheia, ou que talvez vi e agora a memória não me ajuda.
Na rua plena de carros estacionados, a pouca iluminação contrastava com a luminosidade da nave da igreja, muita luz, tudo claro. A imagem do poster, com a figura serena de Marco Juno ficou por muito tempo na minha mente. E lembrei-me também, ao entrar no carro para voltar para casa, do encontro de tive com Marco Juno, há umas 4 semanas atrás, mais ou menos, no corredor do Shopping Recife, nos abraçamos, falamos de futuros livros e fomos cada um para o seu lado. Não sabia que era o último contato pessoal com aquele que marcou por suas virtudes de amigo tantas tatuagens de afeto nos corações da turma de engenheiros 66, da saudosa Escola de Engenharia de Pernambuco.
Que ele siga o caminho da Vida em paz!
Roldão
P.S. Quis fazer esse relato para presentear os colegas que moram em outras cidades, ou que não puderam comparecer a missa. Tive vontade de fazê-lo ainda na missa e me ocorreu a lembrança de João Guilherme, Ronaldo Godoy, Ronaldo Amarelinho, Celso, Fred Robalinho, Virgilio, Artur Padilha e meus conterrâneos Quico, Marcos Carnauba e Luzo.
De Wilton a 26 de Outubro de 2015 às 18:52
Relato perfeito e competente como era de se esperar do amigo Roldão.
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