8-Aula de Manecão _ Mecânica aplicada (ou dos sólidos-não lembro), e Manecão com aquela mania. Dizia duas palavras e indagava: não é? – até que um dia alguém – precisamos descobrir quem – disse lá detrás: é nada professor!-Não é um porra, foi a resposta e um rolo dos diabos dentro da aula.
9-Zezinho Schwarts- Não agüentava o tranco de amanhecer o dia estudando. Lá para as tantas lhe dava um acesso de risos incontrolável e ninguém mais estudava até ele ir para casa. Quando andava de carro conosco imitava com tamanha perfeição a sirene das ambulâncias que os carros abriam passagem para nós. Na cerimônia de formatura na Sinagoga ali da Boa Vista, comparecemos em massa para ouvir a pregação do rabino e os cânticos hebraicos muito bonitos. Para entrar no recinto era obrigatório o uso do solidéu!- Saí da sinagoga portando o que me deram, para tomar cachaça em um bar próximo, e um assistente do rabino correu rua afora para tomar a peça me chamando de moleque!
10-Prova de Manoel Caetano – Geometria Descritiva junto com a turma do 3.º ano. Como era eu um razoável aluno e o Caetano já me conhecia, comecei a ensinar ao Regis-Minas (3º ano). Já concluíra a prova e aquele homenzarrão resolveu tomá-la!-Segurei de um lado da folha e ele do outro. Saí puxando-o de sala afora ele sem querer rasgar o papel, muito menos eu! – Anos depois correu a história de um loteamento que Manoel Caetano vendera e só levava os clientes com a maré baixa. Era inundável!
11-Festa na Escola de Engenharia-Era eu diretor social ou coisa parecida e organizamos uma festa convidando alunos de várias outras escolas. Como morava perto fui ao apartamento buscar algo que não lembro. No regresso, já na rua do Hospício, fui, praticamente, seqüestrado por 3 ocupantes de um jipe que na contramão se dirigiam para a festa. Mais uma vez o canivete de mola coçou no bolso, mas não poderia brigar com três. Na porta da Escola saltei e corri para chamar os colegas mais fortes, guardiões da ordem: Dilsão, Alcântara, Tetal e mais dois que não lembro, além de outros. Proibimos a entrada dos penetras, mas o Regis-Minas (3.ºano) acabou a nossa festa efetuando, para o alto, dois disparos de uma combléia que portava.
12-Tetal e eu fomos em sua caminhonete Desoto cor de abóbora à casa de alguém lá na Caxangá. Lá para as tantas um pum de fazer o diabo tampar o nariz. Tetal parou correu rua afora batendo em casas de desconhecidos até que alguém lhe permitiu usar o sanitário. Viajávamos algumas vezes para visitar as pontes que o pai dele, Luiz Nebl, construía em Ipojuca. Muitos pediam carona nas margens de estradas e ele, sem tirar a mão do volante, apenas negava balançando o dedão tal qual um limpador de pára-brisas. Grande amigo, fiel e dedicado, anos depois me abrigou em sua casa com a Glorinha e Fabiana, a primeira filha, carente de exames em Recife. Devo muito a D. Ritinha, sua mãe, brava paraibana ainda muito lúcida.
13-Aula de Guerreiro-Hidráulica – Base Naval do RN. Como eu tinha um amigo carioca, filho de um coronel da Aeronáutica, cuja irmã era noiva do Gerente de Vendas da Bacardi, consegui 4 caixas do rum cuja fábrica estava há pouco tempo instalada no Recife. Foi a maior cachaça da história, ficamos alojados na Base e um marinheiro nos ensinou a tomar garapa antes de beber. Acabei dando um beijo na careca do Guerreiro para demorarmos mais meio dia, creio, no retorno ao Recife. Alguns ficaram escornados, mas não lembro quem.